Site integra dados de preservação do patrimônio histórico brasileiro

fonte: MundoGEO – por Deyse Delamura

Projeto faz agregação de dados geográficos abertos das políticas de preservação do patrimônio histórico brasileiro de órgãos federal, estadual e municipais do Estado de São Paulo, integrando-os em uma base geográfica com webgis para o desenvolvimento de uma plataforma colaborativa para conhecimento do Patrimônio Cultural brasileiro com a geolocalização dos bens tombados por orgãos como Inphan, Condephaat e Conpresp. Os dados foram obtidos e integrados usando ferramentas e software livres usando Wordrpress , Quantum Gis, OpenStreetmaps, Cartodb e Mapbox.

O site dessa forma tem uma linguagem simples e fácil de manejar, conta com visualizações em 3D das edificações da cidade nas áreas tombadas bem como a visualizações dos lotes em 2D. Funciona em dispositivos móveis, como celulares e tablets, e em breve contará com fotos, artigos, textos.Também possui funcionalidades voltadas acessibilidade de deficientes visuais e idosos.

Site integra dados de preservação do patrimônio histórico brasileiro

Site integra dados de preservação do patrimônio histórico brasileiro

Resultante da integração das varias bases de dados geográficos e não geográficos, o site fornece visualizações dinâmicas e interativas dos bens históricos e de suas regiões de preservação.

Atualmente, o projeto abrange apenas a esfera estadual de São Paulo, mas a aspiração para o futuro é que compreenda todo o território nacional.

Link para o Infopatrimônio: http://www.infopatrimonio.org/

 

Prefeitura de São Luís implantará sistema de georreferenciamento ambiental

fonte: Prefeitura Municipal de São Luís

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A Prefeitura de São Luís está avançando no processo de informatização da gestão ambiental. Nesta quinta-feira (23), foi realizada uma reunião entre representantes da Secretaria de Projetos Especiais (Sempe) e Secretaria de Meio Ambiente (Semmam) com a empresa Geoambiente Sensoriamento Remoto, contratada para implantação e desenvolvimento do Sistema de Informações Georreferenciadas para Gestão Ambiental (SIGA).

Dentre as novidades que esse novo sistema irá trazer está a possibilidade do cidadão realizar denúncias de forma rápida utilizando o telefone celular, incluindo o envio de fotos. “Essa é uma prática que insere o cidadão como um fiscalizador das questões de interesse público e um agente participante das ações da gestão pública. Ações como essa buscam a agilidade e a transparência, pontos fortes da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior”, afirmou o titular da Sempe, Gustavo Marques.

O processo de contratação da empresa foi realizado através do Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga, financiado pelo Banco Mundial (Bird) e gerenciado pela Prefeitura de São Luís, através da Sempe. A consultoria contratada fará o desenvolvimento e a instalação do SIGA, além do treinamento dos servidores para manutenção e gerenciamento do sistema.

“Essa consultoria vai durar dez meses e irá fortalecer a política municipal de meio ambiente, através da criação desse sistema informatizado que dará maior agilidade aos processos administrativos e operacionais”, explicou o especialista socioambiental da Sempe, José Antônio Lopes.

De acordo com o superintendente de Qualidade Ambiental da Semmam, Raul Vilhena, os benefícios da informatização são importantes para a gestão ambiental. Ele explicou que a ferramenta permitirá ao interessado a realização de pesquisas sobre as questões ambientais do município de maneira rápida e eficaz, com acesso online a um banco de dados. Com o sistema, os pesquisadores terão acesso a informações confiáveis sem a necessidade de se deslocaram à sede da Semmam, no São Francisco.

O analista chefe da consultoria, Tiago Oliveira, ressaltou que o sistema vai aprimorar atividades como o licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental. “Estamos na fase de coleta de dados, e logo em seguida daremos início ao desenvolvimento do software, e após os testes e a aprovação preliminar implantaremos o SIGA”, comentou sobre o andamento do processo.

 

CETESB terá Sala de Cenários com tecnologia Google Maps

Texto: Mário Senaga

CETESB terá Sala de Cenários com tecnologia Google Maps (Foto: José Jorge)

CETESB terá Sala de Cenários com tecnologia Google Maps (Foto: José Jorge)

Vencedora do certame realizado no final do ano passado, a Geoambiente está apoiando o desenvolvimento de uma solução que vai inovar o processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo.

Confira aqui o conteúdo oficial da notícia divulgada pela assessoria de imprensa da CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo:

“O que vocês fazem com todo esse volume de informações constantes de tantos EIAs (estudos de impacto ambiental) que vocês detêm?”. Conforme a diretora de Avaliação de Impacto Ambiental da CETESB, Ana Cristina Pasini, esse questionamento, dirigido tantas vezes a ela – e que a incomodava – , por conta dos volumosos processos de licenciamento de grandes obras, que abarrotam um galpão cheio de armários e prateleiras guardando esses preciosos arquivos, começa a ter uma resposta à altura e satisfatória, com o Projeto Sala de Cenários.

O projeto foi apresentado nesta quarta-feira, 27/11, no auditório Augusto Ruschi, na Sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) e da CETESB, para um público formado basicamente por funcionários do Sistema Ambiental do Estado, representantes de empresas parceiras no trabalho, empreendedores e consultores. O “Sala de Cenários”, conforme ressaltou sua coordenadora, Maria Silvia Romitelli, gerente do Departamento de Desenvolvimento de Ações Estratégicas para o Licenciamento, da Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental, ainda está em sua fase inicial, e a intenção desta primeira exibição pública foi exatamente mostrar o seu potencial, explicando sua importância como ferramenta tecnológica fundamental para aprimorar a análise dos licenciamentos e o Estado da Arte do projeto.

O trabalho visa fornecer recursos geotecnológicos aos técnicos e ao corpo gerencial da CETESB/SMA, a uma infraestrutura de dados espaciais, onde serão inseridos “layers” (camadas), com respectivos atributos, referentes às informações constantes nos processos de licenciamentos de empreendimentos licenciados com avaliação de impacto ambiental. Tais informações serão digitalizadas, organizadas, georeferenciadas e serão facilmente acessadas.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, a iniciativa atende o princípio da transparência, também ajudando nos custos dos empreendedores, facilitando o acesso às informações existentes, além de reduzir o prazo de análise para o licenciamento ambiental. “Não queremos resolver com flexibilização, mas sim com transparência e recursos tecnológicos”, afirmou, referindo-se a acusações veiculadas pela mídia, de entraves burocráticos e demora na análise do licenciamento, por parte dos órgãos licenciadores, como responsáveis pelo atraso de grandes obras. “Esse projeto vai contribuir ainda mais com o serviço público de qualidade e de excelência, prestados pela CETESB”, arrematou.

O presidente da Companhia, Otavio Okano, destacou que o trabalho irá servir para o aprimoramento dos trabalhos futuros da CETESB e agilizar as análises dos licenciamentos de empreendimentos com impacto ambiental. Segundo lembrou o dirigente, a CETESB já tem diminuído gradativamente os prazos de análise, que antes chegavam a um ano e meio, e atualmente podem ser concluídos em até 100 dias. “Com a Sala de Cenários, esperamos que esses prazos sejam ainda mais reduzidos. Isto somado à boa apresentação dos projetos pelos empreendedores”, disse, sugerindo que atrasos muitas vezes ocorrem pela apresentação incorreta de informações e documentos, que obrigam a agência ambiental a cobrá-los dos empreendedores, retardando o tempo para conclusão dos processos. “Com tudo isso, o maior beneficiário será a sociedade paulista”, finalizou.

A diretora Ana Cristina Pasini fez um pequeno histórico da evolução dos trabalhos , chamando a atenção para as ações que vêm sendo desenvolvidas com Datageo (Projeto DataGEO), há alguns anos, pela CPLA (Coordenadoria de Planejamento Ambiental da SMA) , as quais a sua diretoria resolveu aproveitar, para montar a desejada base de dados, bem organizada, abrangendo os inúmeros dados e informações importantes dos processos de licenciamentos já concluídos, com o devido cronograma de implantação. Ela esclareceu que a Sala de Cenários teve inicio na gestão passada da Companhia, quando alguns recursos financeiros foram destinados para o projeto, que, no entanto, ainda não existia: “Tínhamos o dinheiro, mas não tínhamos o projeto”. Segundo informou, a Sala de Cenários conta com duas fontes de financiamento: a Petrobras, que proverá os recursos necessários à implantação das soluções, e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), que irá oferecer subsídios para o aprimoramento e a garantia de continuidade do projeto.

Conforme Maria Silvia Romitelli, que fez a apresentação do estado da arte do projeto, no “workshop”, o Sala de Cenários prevê: a criação de uma infraestrutura de dados georeferenciados a partir dos estudos ambientais e dos processos de licenciamento da Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental da CETESB, que deverá ser operada junto com o Projeto DataGEO da SMA; o início da gestão eletrônica dos processos de licenciamento com Avaliação de Impacto Ambiental; e o desenvolvimento de um ambiente virtual (“Geoportal”) e físico (Sala de Cenários) de análise.

Ainda de acordo com Silvia, a implantação do projeto busca oferecer, entre outros, as seguintes soluções tecnológicas: análise espacial de diversos temas sobre diferentes projetos, assim como das informações de seu entorno, utilizando ferramentas como a sobreposição de “layers”, análise de proximidade, correlação espacial etc.; busca, acesso e visualização das informações ambientais espaciais e não espaciais de interesse (incluindo os dados obtidos em licenciamentos atuais e pretéritos); consumo e disponibilização, via serviços, de dados espaciais e não espaciais para os diversos setores da CETESB e para os órgãos que compõem o Sistema Ambiental Paulista, além de outros órgãos do Estado; propiciar a interação com empreendedores, consultores e órgãos envolvidos durante o processo de licenciamento. Também, futuramente, o público externo terá acesso às informações, podendo acompanhar os processos de licenciamento.

Ao final do evento, houve apresentações, no “hall” do auditório, do primeiro protótipo do Sala de Cenários, baseando-se em um hipotético projeto de empreendimento . Ainda no worskhop, houve as apresentações da “Política de Tecnologia da Informação e Comunicação em curso para os órgãos integrantes do Sistema Estadual do Meio Ambiente”, por Marcos Mungo, gestor do Grupo Setorial de T.I.C.– GSTIC/SMA; da “Aplicação de infraestrutura de dados espaciais para gestão e planejamento ambiental”, por Arlete Tieko Ohata, diretora do Departamento de Informações Ambientais – CPLA/SMA; e das “Geotecnologias como suporte à Caracterização e ao Monitoramento Ambiental”, por Cristina Bentz, da Gerência de Avaliação e Monitoramento Ambiental do Centro de Pesquisas da Petrobras.

O evento foi prestigiado também pelo vice-presidente da CETESB, Nelson Bugalho; dos diretores Carlos Roberto dos Santos, de Engenharia e Qualidade Ambiental, e Aruntho Savastano Neto, de Controle e Licenciamento Ambiental; e da coordenadora da CPLA/SMA, Zuleica Perez.

 

Geoambiente e Google Maps no 14° Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental

O 14º CBGE que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 02 e 06 de Dezembro contou com a participação da Geoambiente, distribuidora do portfólio Google Maps para empresas e governos.

Desastres naturais, controle de erosão, obras de infraestrutura e investigações, remediações de áreas contaminadas, gestão ambiental e mineração. Essas foram as principais linhas de discussão e temáticas de um Evento de caráter multidisciplinar e de vital importância para a nossa sociedade.

O Congresso aconteceu na UFRJ, na Ilha do Fundão e contou com o estande da Geoambiente e seu portfólio de Soluções em geotecnologia, cartografia e Google Maps.

14° CBGE

Dentre os casos de sucesso e aplicações apresentados na Palestra proferida por Izabel Cecarelli, Diretora Presidente da Geoambiente durante o primeiro dia do Evento, destacamos o mapeamento de suscetibilidade aos riscos geotécnicos nas faixas de dutos da Transpetro, a Gestão Ambiental de uma das maiores Usinas Subterrâneas do Brasil (Salto Pilão) assim como as soluções Google Maps desenvolvidas para o Estado de São Paulo (Emplasa e Cetesb).

“Temos que parabenizar a ABGE e a CPRM pela brilhante organização e atual temática do Evento que se tornou um marco nas políticas públicas de um país que vivencia grandes obras de infraestrutura e se prepara para evitar ou minorar os efeitos catastróficos e tragédias causadas por deslizamentos, escorregamentos e enchentes”, afirma Izabel Cecarelli.

O CBGE é realizado a cada dois anos, sendo esta sua décima quarta edição.

Geoambiente – Google Enterprise Partner

Webinar Google Maps: Soluções para gestão de equipes Externas

Webinar Google Maps: Soluções para gestão de equipes ExternasA sua empresa possui diversas tarefas, chamados e clientes para atender num único dia?

Otimize os seus atendimentos, possua visibilidade da sua equipe externa e melhore os seus processos internos.

Participe do nosso Webinar e conheça as novidades e aplicativos Google para a gestão de equipes de rua.

Além dos produtos prontos para uso, a sua empresa pode contar com o desenvolvimento de aplicativos próprios apoiados na tecnologia Google Maps for Business.

Geoambiente_Google_Maps_Coordinate_2bPúblico-Alvo: Todas as empresas/governos que necessitam despachar e gerenciar equipes externas. Exemplos: equipes de campo/coleta; reparos, suporte e manutenção; entregas e encomendas expressas; funcionários remotos; equipes de vendas; manutenção na rede de água/elétrica; seguradoras, inspetores e auditores; representantes e propagandistas.

Quando : O nosso Webinar será ministrado em conjunto pela equipe Google e Geoambiente no dia 05/09.

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Geoambiente e Google disponibilizam aplicativo para gestão de equipes de campo

Desenvolvido para uso corporativo, mas com o conceito Google de facilidade de uso, o Google Maps Coordinate é uma ferramenta de trabalho que apoia o dia-a-dia das empresas que necessitam despachar e gerenciar equipes de campo. Além da interface Web (despachador), o aplicativo pode ser baixado em smartphones com os sistemas Android e iOS.

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A ferramenta, licenciada no Brasil pela Geoambiente, permite que o usuário defina atribuições por proximidade geográfica e disponibilidade de seu recurso. Mais do que isso, todo monitoramento e interação é realizado em tempo real sobre a infraestrutura do Google Maps.

Dentre os principais recursos disponíveis, o aplicativo permite que o usuário crie grupos e equipes, gerencie o acesso dos usuários, personalize as informações e tarefas, localize a equipe em tempo real no mapa, visualize o status e histórico das tarefas e chamados, além de possibilitar a realização de videoconferências, compartilhamento de arquivos via Google Docs e mais.

Como funciona

O Google Maps Coordinate é um aplicativo para web e smartphones que ajuda organizações a gerenciar sua força de trabalho móvel. Com o Google Maps Coordinate, os expedidores trabalham com mais eficiência, pois têm visibilidade em tempo real do local onde estão seus trabalhadores e podem enviar atribuições de tarefa diretamente para dispositivos móveis. No campo, os trabalhadores podem manter seus expedidores atualizados sobre o status de suas atribuições de tarefa e podem trabalhar com mais eficiência, sabendo onde todos estão.

O aplicativo inclui um console da Web, executado em um navegador e um aplicativo para dispositivos móveis, executado em um dispositivo móvel (smartphone ou tablet).

Geoambiente e Google lançam Google Maps Coordinate 2 Geoambiente e Google lançam aplicativo para gestão de equipes de campoConsole na Web (administrador): Os administradores do Google Maps Coordinate utilizam o console da Web para configurar o Google Maps Coordinate e criar equipes de usuários, que podem incluir expedidores, trabalhadores móveis e outros administradores do Google Maps Coordinate.

Geoambiente e Google lançam Google Maps Coordinate 3 Geoambiente e Google lançam aplicativo para gestão de equipes de campoConsole da Web (expedição): Os expedidores do Google Maps Coordinateusam o console da Web para localizar trabalhadores móveis no campo, atribuir tarefas ao trabalhador mais próximo disponível e monitorar o status da tarefa. Os expedidores também podem ver o histórico de tarefas e de locais de um trabalhador, de modo que possam tomar decisões.

Geoambiente e Google lançam Google Maps Coordinate 4 Geoambiente e Google lançam aplicativo para gestão de equipes de campoAplicativo para dispositivos móveis (equipe de campo): Os trabalhadores móveis do Google Maps Coordinate utilizam o aplicativo para dispositivos móveis para receber atribuições de tarefa de seu expedidor, atualizar o status da tarefa e localizar tarefas e outros trabalhadores no mapa. O aplicativo também alerta imediatamente os trabalhadores sobre novas atribuições de tarefa.

Segundo Felipe Seabra, Gerente de Marketing da Geoambiente, o aplicativo atende à uma grande demanda de clientes que ainda utilizam rádios, planilhas e sistemas nada amigáveis na gestão e colaboração entre equipes de campo. Dentre as possibilidades de uso, é possível citar:

• Equipes de reparo e manutenção de ativos;
• Serviços de entrega;
• Seguradoras, inspetores e auditores;
• Funcionários remotos;
• Equipes de vendas;
• Supply Chain;
• Operações e logística de uma maneira geral.

De acordo com Seabra, como uma possibilidade ainda mais interessante, as empresas podem contar com o desenvolvimento de aplicativos próprios baseados no Google Maps Coordinate e nas APIs de desenvolvimento do Google Maps for Business. Para saber mais sobre o Google Maps Coordinate, acesse a página com o Portfólio completo do Google Maps for Business no Brasil: www.maisqueummapa.com.br.

Por dentro do Google Maps

Entenda como o Google desenvolveu o serviço de mapas na nuvem tendo em mente o uso em escala para atender pessoas, empresas e governos.

(Texto publicado pela GEOconnexion International Magazine em Junho 2013, adaptado por Felipe Seabra – Gerente de Marketing da Geoambiente – Google Enterprise Partner no Brasil).

Por dentro do Google Maps

Servir bilhões de requisições de acesso a mapas num único dia de maneira praticamente ininterrupta não é algo fácil. Construir uma infraestrutura para processar e gerenciar milhares de updates no mesmo dia também não é nada trivial. E liberar o acesso desse serviço a todas as pessoas com uma interface amigável e com uma facilidade de desenvolvimento jamais vista? Isso sim pode ser um pouco mais complexo e desafiador.

O objetivo do Google Maps é de fornecer tecnologia geospacial para todos, não apenas aos profissionais da área. Num passado recente, o acesso a essa tecnologia pertencia exclusivamente aos departamentos de GIS (sigla em inglês para Sistemas de Informação Geográfica) das grandes empresas de tecnologia. Hoje em dia, o acesso está literalmente nas palmas das mãos de todos nós através dos smartphones por exemplo. A localização geográfica é uma informação preciosa às pessoas, podendo apresentar praticamente tudo: seja a simples localização de um ente querido, o roteiro de uma viagem de final de semana, um mapa para gestão de equipe de vendas de uma empresa ou até mesmo um detalhado plano de emergência integrando dezenas de secretarias de um Governo em questão.

A missão Google foi sempre de organizar todas as informações do planeta e torná-las universalmente acessíveis e úteis. Para uma empresa, acessar terabytes de imagens e dados cartográficos é algo complexo e custoso. Agora, acessar essas informações como uma camada de dados no Google Maps é algo fácil e incrivelmente rápido.

Nos ombros do gigante

A Plataforma Google foi construída para “empacotar” e disponibilizar toda infraestrutura e serviços do Google Maps e Earth para que milhões de usuários/dia possuam acesso às funcionalidades. O uso em escala dos mapas começou em 2005 com o desenvolvimento do Google Maps APIs (interface de programação Google Maps) que hoje é a engrenagem de mais de um milhão de websites e aplicações que acessam, com poucas linhas de programação, a maior base de dados geográficos do universo (diga-se universo, pois existem dados cartográficos detalhados da lua, marte e até debaixo d’água).

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O sucesso do serviço Google Maps APIs não é apenas pela disponibilidade de 99.9 por cento de tempo, mas também pela velocidade, simplicidade e familiaridade com o uso dos mapas Google. Fator esse que permite que o desenvolvedor crie uma aplicação não apenas com alto desempenho, mas também com uma cartografia de fácil compreensão. Isso porque o usuário final já acessou o serviço diversas vezes na vida através do mesmo Google Maps. Esse é um fator crucial que faz com que as empresas desenvolvam, cada vez mais, suas soluções apoiadas na tecnologia Google. A necessidade de longos treinamentos é minimizada, pois os usuários não precisam gastar tempo reaprendendo como utilizar um mapa Google e podem se concentrar na real finalidade do serviço contratado.

Os populares Google Maps e Google Earth possuem versões equivalentes para o uso corporativo tais como o Google Maps Engine e o Google Earth Pro que apresentam a mesma aparência e desempenho, mas com funcionalidades e controles de uso diferenciados. Outros produtos como o Google Maps Coordinate, se baseia no Google Latitude, mas ao invés de localizar amigos, as organizações podem localizar funcionários e equipes de trabalho em campo, definindo tarefas e gerindo as atividades. Esses serviços apresentam o mesmo modelo de segurança, acesso e compartilhamento comuns em todas as ferramentas Google. Isso significa que quando estudantes de uma universidade acessam o Google Docs para realizar um trabalho em grupo, eles já sabem como compartilhar os mapas de uma solução corporativa como o Google Maps Engine. Quando um desenvolvedor está construindo aplicações de segurança para o Youtube, ele pode utilizar o mesmo código para desenvolver aplicações com Google Maps Engine, usufruindo da mesma infraestrutura do Google Apps que é utilizada por milhares de empresas de todo o planeta. A grande diferença é que não estamos falando de uma funcionalidade construída sobre a “nuvem de alguém”, trata-se de uma aplicação que nasceu numa infraestrutura utilizada por milhões de usuários/dia

O pilar de todas as coisas

O Google Maps Engine (GME) é a engrenagem da Plataforma Google Maps, pois foi desenvolvido para fornecer a mesma simplicidade e familiaridade do Google Maps e Google Apps, traduzida numa poderosa computação nas nuvens para dados geográficos. A escalabilidade é a mesma oferecida do Youtube e a velocidade idêntica ao do Google Search. Essa ferramenta corporativa permite fazer o upload de arquivos geográficos em formatos como GeoTiffs e Shapefiles, apresenta-los como camadas de mapas customizados ou criar grandes mosaicos de imagens para apoiar aplicações e serviços de mapas.

Para que tudo se tornasse possível, a Google forneceu a mesma infraestrutura de servidores disponível para todos os seus serviços. Recentemente, a gigante de Mountain View apresentou a localização dos datacenters espalhados pelo globo. O mais próximo do Brasil fica em Território chileno cuja localização geográfica foi definida em função de questões ambientais, jurídicas e de segurança. No total são 13 datacenters com dezenas de procedimentos de segurança da informação. Isso inclui robustas medidas de recuperação de desastres no local no caso de incêndio ou qualquer outra interrupção. Num eventual incidente, a Google muda o acesso aos dados de forma automática e transparente para outro centro de dados permitindo que os usuários continuem trabalhando, ininterruptamente.

Podemos afirmar que computação nas nuvens ou “cloud computing” não se trata de quebra paradigma, pois já é uma realidade que suporta praticamente toda tecnologia da atualidade. Fator esse que não poderia ser diferente no universo dos mapas, muito menos no mundo corporativo.

Seria o fim do GIS tradicional?

A entrada de players globais no mundo GIS das empresas e governos não elimina o uso das tradicionais ferramentas de edição e manipulação de dados. Pelo contrario, as novas plataformas contribuem com a popularização do uso dos mapas. O poder de publicação e compartilhamento das informações geográficas nunca foi tão grande e disseminado. Transparência para a gestão pública, melhoria nos processos das empresas, na comunicação entre colaboradores e clientes e facilidade no acesso às informações de uma maneira geral são os benefícios imediatos da nossa realidade. O mundo corporativo conta agora com ferramentas de trabalho tão incríveis como aquelas que já utilizamos em nosso dia-a-dia. Trata-se da expressão “Work the way you live”! (Trabalhe da mesma maneira que você vive!).

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